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Impactos da Síndrome de Burnout no mundo corporativo


Você já ouviu falar na Síndrome de Burnout? Se ainda não, é bom estar atento, principalmente no mundo corporativo. 

Isso porque, recentemente, a síndrome, exclusivamente relacionada ao trabalho, passou a ser definida como uma doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Assim, como as demais doenças adquiridas em um ambiente de trabalho, quem sofre da Síndrome de Burnout conta com direitos trabalhistas e previdenciários totalmente assegurados. 

O assunto é sério e deve ser colocado em pauta constantemente, principalmente se você for gestor de uma empresa ou uma liderança. 

O número de colaboradores que vem desenvolvendo a Síndrome não para de crescer, mas você, enquanto gestor e/ou líder pode fazer algo para mudar este cenário. 

Esse risco vale não apenas para sua equipe, como também para você, que passa por inúmeras situações de pressão.

Vamos falar um pouco mais sobre no post de hoje?


O que é a Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout é conhecida como aSíndrome do Esgotamento Mental no Trabalho ou apenas Síndrome do Esgotamento Profissional.

Distúrbio psíquico enquadrado na CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) pela OMS, a Síndrome de Burnout pode atingir homens, mulheres e até adolescentes que já atuam no mercado de trabalho como estagiários ou menores aprendizes. 

Seus principais sintomas se relacionam com, é claro, como o nome já pode adiantar, com um esgotamento ou exaustão mentais e físicas, mas também com um estresse crônico, depressão, ansiedade, pensamentos suicidas, e sensação de incapacidade e inutilidade no trabalho

Lendo assim, parece até que são sintomas que, quando aparecem, aparecem de forma muito potente e por isso você pode até pensar que um colaborador, antes de chegar a este nível, iria pedir ajuda. 

Mas, acredite: nem sempre ele irá fazer isso,tampouco os sintomas só aparecem dessa forma. 

O simples fato de um colaborador estar mais distante ou só fugir de conflitos pode ser sinal de alerta vermelho. 

Também vale ficar com o sinal ligado para situações como:

  • Colaborador que tenta provar o seu valor o tempo todo e, por isso, não se desliga do trabalho, nega o que ele mesmo quer e deseja para sua vida

  • Colaborador que muda de comportamento “de uma hora para outra”

  • Colaborador que foge de situações sociais corriqueiras 

falamos por aqui, inclusive, sobre a melhor forma de lidar com esses momentos e achar frescura, por exemplo, não é a mais adequada. 

Mas comentaremos mais adiante sobre maneiras de evitar com que eles aconteçam. 


Dados sobre a doença no Brasil

Segundo pesquisa da International Stress Management Association (Isma-BR), 1 em cada 3 trabalhadores brasileiros têm ou já tiveram a Síndrome de Burnout. 

Isso significa dizer que, de um total de 100 milhões de trabalhadores do país, uma média de 30 milhões – 32% para sermos mais exatos – apresentam características da síndrome. 

Já não bastasse tudo isso, 72% da população economicamente ativa no Brasil sofre, ainda, com o estresse e o nosso país é o número 1 em casos de ansiedade.

Sendo assim, é dever do time de Pessoas ou Recursos Humanos olhar com cautela e reflexão para esses números e traçar um plano estratégico de ação que valorize a boa saúde mental do colaborador

Isso vale também para, como já dissemos anteriormente, quem é líder e/ou gestor. 

De acordo também com uma pesquisa realizada pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP), 43% dos trabalhadores brasileiros relataram sobrecarga de trabalho e  31% vivem sob constante pressão para alcançar bons resultados e bater metas – e isso inclui os próprios líderes


43% dos trabalhadores brasileiros relataram sobrecarga de trabalho em pesquisa da FGV.


Quais os principais impactos no mundo corporativo

Professores e policiais, em geral, são as profissões que mais sofrem com a Síndrome de Burnout. 

Durante a época da pandemia do coronavírus, quem também foi bastante acometido com o distúrbio foram os profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros e técnicos, que lutaram na linha de frente do combate ao vírus diariamente. 

Porém, não se engane: o seu colega ao lado pode estar sofrendo deste mal e ninguém estar percebendo

Os impactos no mundo corporativo são muitos. 

Com a perda de interesse adquirida por meio da Síndrome de Burnout, a tendência é que a produtividade do colaborador caia e isso prejudique demandas, podendo fazer até com que a empresa perca parte de sua lucratividade.

Além disso, é comum que quem é portador da Síndrome adote um tom mais negativo.

Isso para uma equipe pode ser bem ruim, afinal, quando uma pessoa do time não está 100% bem, o resto da equipe também tem uma propensão a absorver isto. 

Sintomas como dor de cabeça, gripes e resfriados, palpitação, fadiga, dor no corpo e cansaço constante também podem vir a aparecer.

Neste caso, o recomendado é que o colaborador tire uma licença e procure ajuda psicoterapêutica. Caso isso não seja possível, vale uma conversa franca e empática sobre a situação e como você e a empresa podem contribuir para melhorar tudo isto. 

É importante dizer que a Síndrome de Burnout não deve ser apenas um problema do colaborador, mas dele e de toda empresa. 

Rever a cultura organizacional, processos, pessoas e determinadas posturas no ambiente de trabalho pode ser um bom primeiro passo para começar.

Entretanto, a prevenção é sempre o melhor remédio!


Como evitar que a sua equipe sofra com a Síndrome 

E por falar em prevenção, o que você pode fazer para evitar que sua equipe sofra com a Síndrome de Burnout?

Aqui vão algumas dicas!

1. Tenha uma cultura organizacional leve e voltada para a empatia e a escuta

2. Valorize a sua equipe e o trabalho desenvolvido por cada funcionário

3. Promova momentos de confraternização e despressurização do trabalho, como lanches e sonecas depois do almoço

4. Crie um programa de saúde mental para a empresa

5. Conte com um atendimento psicoterapêutico in company ou externo

6. Incentive hábitos como a prática de exercìcios físicos e a alimentação saudável 

7. Não incentive ou encoraje o trabalho depois do horário, lembre-se que desligar de tudo também é fundamental para repor as energias e ser mais criativo e produtivo 


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